É ansiedade ou vontade de fumar?
Como distinguir o que sente ao parar de fumar, sem precisar dar um nome exato a tudo.
Seguir lendo: Página 4
Nem sempre é possível separar uma coisa da outra.
E não é preciso fazer isso para saber o que fazer com o que sente agora.
entre ansiedade, vontade e hábito aprendido. STOPCIGARROS.COM DR. HUMBERTO PALLARES
Parar de fumar não faz desaparecer outras causas de ansiedade que já existiam. Os três processos que estamos acompanhando, a Fisiologia Adaptativa, o Metabolismo Adaptativo e o Comportamento Adaptativo, podem contribuir para parte do que se sente, mas não explicam tudo por si sós.
Nem sempre é possível dar um nome exato a cada sensação, e isso também não é necessário para agir bem. Às vezes, mais útil do que nomear o que se sente é perceber o que ocorria pouco antes. Não é preciso pôr a mão no fogo por um rótulo: muitas vezes basta perceber o que ocorria antes e o que mudou naquele momento.
Isto aplica-se tanto durante a redução antes da data marcada, como depois de já ter passado algum tempo sem fumar, quando uma situação conhecida surpreende sem aviso.
As perguntas seguintes ajudam a distinguir, sem precisar de um rótulo perfeito, o que ocorre em cada momento.
Como saber se o que sinto é ansiedade ou vontade de fumar?
Nem sempre é possível distinguir com exatidão, e também não é necessário. Antes de procurar um rótulo, observe o que ocorria pouco antes de essa sensação aparecer.
O cérebro combina sensações corporais, emoções, memórias e sinais do ambiente. Por isso, a mesma sensação interna pode ser interpretada de formas diferentes conforme o lugar e a atividade do momento.
Uma leitura simples pode ajudar: se a preocupação ou a tensão já estavam presentes, a ansiedade pode pesar mais; se a sensação apareceu em uma situação que durante anos esteve ligada ao cigarro, a associação aprendida pode pesar mais. E muitas vezes as duas coisas atuam juntas.
Toda a ansiedade que aparece ao parar de fumar é abstinência de nicotina?
Não. A abstinência de nicotina pode provocar ou intensificar ansiedade, mas isso não significa que toda ansiedade depois de parar de fumar seja causada pela abstinência. As preocupações com trabalho, dinheiro, relações pessoais, família ou outras áreas da vida continuam presentes.
Depois de parar de fumar é natural prestar mais atenção a qualquer mudança. Essa vigilância pode fazer com que uma sensação que antes passaria quase despercebida agora se note muito mais e acabe atribuída de imediato à decisão de parar de fumar.
Antes de dizer "isto é porque deixei de fumar", vale a pena perguntar que outra explicação razoável existe. Não coloque tudo no mesmo saco: a abstinência é uma explicação possível, mas não é a única.
pergunte que outra explicação existe. STOPCIGARROS.COM DR. HUMBERTO PALLARES
Que mudanças posso sentir ao reduzir ou parar de fumar?
Pode sentir inquietação, mudanças físicas, alterações no apetite ou nas rotinas e perceber que algumas situações despertam vontade de fumar. Essas mudanças podem envolver, ao mesmo tempo, a Fisiologia Adaptativa, o Metabolismo Adaptativo e o Comportamento Adaptativo.
Não há uma linha capaz de separar por completo esses três processos. Uma sensação corporal pode alterar o comportamento; uma mudança de comportamento pode alterar o que se come, o quanto se mexe ou como se descansa; e tudo isso volta a influenciar o que se sente.
Em vez de perguntar apenas "que sintoma tenho?", experimente: "o que mudou no meu corpo, na minha forma de comer ou naquilo que costumava fazer nesta situação?"
Uma situação habitual pode despertar vontade de fumar mesmo sem ser por abstinência?
Sim. Pessoas, lugares, emoções ou atividades associadas durante anos ao cigarro podem despertar vontade de fumar mesmo quando a necessidade física de nicotina não é a principal causa naquele momento.
As associações aprendidas podem continuar presentes mesmo quando a necessidade física já diminuiu: o cérebro reconhece a cena e antecipa o que durante anos costumava acontecer depois.
O sinal pode continuar a disparar durante algum tempo, mesmo sem ter já a mesma força nem obter a mesma resposta. Não é necessário evitar essa situação para sempre; entrar nela de uma forma nova permite que o cérebro acumule experiências em que essa situação acontece e o cigarro não. É exatamente esse o trabalho proposto em reescrever os hábitos e quebrar associações.
mesmo quando essa vontade já perdeu força. STOPCIGARROS.COM DR. HUMBERTO PALLARES
Conceito desta página
Fisiologia Adaptativa · Metabolismo Adaptativo · Comportamento Adaptativo: três processos que ocorrem ao mesmo tempo e não podem ser completamente separados, embora, dependendo do momento, um possa parecer mais evidente que os outros. A Fisiologia Adaptativa compreende os reajustes do organismo diante da redução progressiva e posterior interrupção da exposição habitual ao tabaco e à nicotina. O Metabolismo Adaptativo acompanha essas mudanças enquanto o organismo tenta alcançar um novo equilíbrio. O Comportamento Adaptativo aparece sempre que uma pessoa passa, sem fumar, por situações que durante anos estiveram associadas ao cigarro. O mais útil não é tentar separar os três processos à força, mas perceber qual deles parece predominar naquele momento para escolher melhor o que fazer.
STOPCIGARROS.COM DR. HUMBERTO PALLARESPode ler o guia em 10 idiomas
STOPCIGARROS.COM DR. HUMBERTO PALLARES